Bioinformática e startups do IMD ganham destaque na Revista Pesquisa FAPESP
Publicação destaca startups de bioinformática surgidas no ecossistema do IMD e Metrópole Parque
12-03-2026 / ASCOM
O Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) foi destaque em uma reportagem publicada pela Revista Pesquisa FAPESP, uma das principais publicações brasileiras dedicadas à divulgação científica e tecnológica. Mantida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a revista é reconhecida nacionalmente pela cobertura aprofundada de temas relacionados à ciência, inovação e desenvolvimento tecnológico no país.
A matéria apresenta o papel do IMD na consolidação de um ecossistema de inovação voltado à bioinformática em Natal (RN), destacando a criação e o crescimento de startups que combinam biologia, estatística e computação para desenvolver soluções tecnológicas aplicadas à saúde, à biotecnologia e à produção animal.
Tudo isso em um ambiente de formação acadêmica aliado a uma infraestrutura de pesquisa e a iniciativas de empreendedorismo – destaque para o Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque) – que impulsiona o surgimento de empresas que já atuam no Brasil e no exterior.
A matéria pode ser lida na íntegra por meio deste link.
Startups
Entre os exemplos citados na reportagem está a startup DNA GTx Bioinformatics, que atua na análise de dados genômicos para diagnósticos genéticos e oncologia de precisão. A empresa desenvolveu ferramentas próprias para análise de dados genéticos, como o software D-Krypt, que utiliza inteligência artificial e bases de dados científicos para identificar variantes genéticas relevantes em exames genômicos.
Desse modo, o sistema permite reduzir significativamente o tempo necessário para a análise dessas informações, tarefa que anteriormente poderia levar semanas.
A FAPESP também menciona na reportagem a MicroCiclo Biotecnologia, criada por pesquisadoras da UFRN e dedicada ao desenvolvimento de soluções biotecnológicas baseadas em microrganismos para tratamento de resíduos industriais e domésticos.
Outro caso destacado na matéria é o da Genaptus, startup criada em 2019 por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte para atender demandas da carcinicultura.
A empresa utiliza análises genéticas para monitorar a saúde de camarões cultivados em fazendas aquícolas, detectando vírus, bactérias e outros agentes que podem comprometer a produção.
Ecossistema de inovação
De acordo com a reportagem da revista, o crescimento dessas empresas está diretamente ligado ao ecossistema de inovação construído em torno do IMD e seu Metrópole Parque.
Nos últimos anos, o número de empresas vinculadas ao parque cresceu de forma significativa, passando de 31 em 2019 para 182 em 2025. No mesmo período, os empregos gerados por esses negócios aumentaram de cerca de 400 para 3,4 mil.
Aliado a isso, a reportagem também destaca o modelo acadêmico adotado pelo IMD, que combina formação em tecnologia da informação com estímulos ao empreendedorismo e à inovação. Entre as iniciativas mencionadas está o Programa Talento Metrópole, iniciativa especializada em acompanhar e formar em tecnologia estudantes com altas habilidades.